Afinal, por que reformar agora? (o começo de tudo)

Por que reformar agora, em meio a uma crise econômica? Essa é a pergunta de quase alguns milhares de reais! Mas a resposta é rápida, é simples (e cara!): decidi reformar porque cansei de esperar.

Moro em um apartamento de aproximadamente 45 m2 desde 2005, na zona sul de São Paulo. Nos dois primeiros anos, eu vivi como inquilino, por isso a ideia de reforma nem passava pela minha cabeça.

Em meados de 2007 chegou o inesperado: uma proposta de venda do apartamento em que estava morando. De início, aquilo pareceu um passo grande demais para mim e minhas contas, até levar uma bronca de um colega de trabalho, pois eu sequer tinha ousado em fazer as contas para saber se tinha ou não condição de aceitar a oferta.

Resultado: foi um passo possível sim, apesar de não ter um tostão guardado. Mas fui salvo pelo FGTS – parte 1. Depois de meses de negociações, crises de ansiedade e burocracias, em 10 de dezembro de 2007, formalizei a compra do meu apartamento, número 123, e contratei um financiamento de 15 anos. Uma vida!

Preciso mencionar que fiquei endividado até às calças? E, claro, o verbete reforma foi mais uma vez banido do dicionário de um assalariado cheio de contas a pagar. E o pior: eu era o p-r o-p-r-i-e-t-á-r-i-o de um imóvel mas ainda vivia como inquilino, afinal sobravam dívidas e faltava dinheiro para fazer qualquer melhoria no apartamento.

Passaram-se 12 anos, dos quais foram necessários 8 para quitar o financiamento, salvo pelo FGTS – parte 2.  Já o carpete cinza ainda era o mesmo. As paredes continuavam brancas (tá, nem tão brancas assim). A textura na parede da sala denunciava um tempo de gosto duvidoso. O armário da cozinha era o mesmo, uma passagem dimensional para os anos 80 (juro que dá para ouvir a Cissa Guimarães dizendo “direto do túnel…”). Mas eu já não era mais o mesmo, o que tornava minha relação com o apartamento cada vez mais incompatível.

Fato: apesar de curtir e admirar muito arquitetura e decoração, sou completamente leigo no assunto. Então, ao longo dos últimos anos, tentei seduzir alguns amigos, profissionais da área, a me ajudarem na empreitada; sem sucesso. Mas há cerca de dois anos encontrei um jovem (e corajoso!) arquiteto pernambucano, meu vizinho na época, que topou fechar um projeto de baixo orçamento.

Naquele momento, mesmo sem saber, a reforma estava deixando de ser um sonho distante e virando uma realidade nas pequenas atitudes. A cada planta baixa ou em 3D, aumentava o meu desejo de transformar o apartamento em lar. Não demorou muito para fazer contato com empreiteiras e lojas de móveis para estimar o tamanho do investimento.

Como nada na vida é linear, no meio dessas andanças eu cruzei com uma arquiteta que me fez largar o projeto antigo e adotar uma abordagem mais ousada, mais próxima do que eu secretamente desejava e, claro, mais cara também. Ela tem um jeito doce mas é do tipo linha dura: adora um cronograma no prazo e seu prazer está nas obras, nas paredes sendo derrubadas. Mas minha história com ela merece um post dedicado.

Ufa, acho que me estendi logo de cara! E olha que esse é apenas o começo da história. Por isso estamos aqui, a ideia é compartilhar como ela se desenrola em quase tempo real. As obras ainda não começaram, mas o planejamento está a todo vapor. Prometo compartilhar (quase) tudo com vocês.

Antes de mais nada, seja bem-vindo, seja bem-vinda!

4 comentários Adicione o seu

  1. Avatar de Palomq Palomq disse:

    Será minha inspiração.

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    1. Avatar de miltonbarretojr miltonbarretojr disse:

      Continue a nos seguir!

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  2. Avatar de caroltoom caroltoom disse:

    Amei Mil!!! Quero ver fotos do antes e depois! haha ❤

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    1. Avatar de miltonbarretojr miltonbarretojr disse:

      Pode deixar, nos próximos posts eu já mostro a diferença entre o layout atual e o planejado.

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