Quando a reforma começa? – Capítulo final

Em 26 de março, eu tentei responder a pergunta acima, título do post Quando a reforma começa. Mas, na época, o quadro final se apresentou bem mais incerto, pois sobraram perguntas para poucas respostas.

Um pouco mais de seis semanas se passaram e (ufa!) já conseguimos avançar a ponto de ver uma luz no meio do túnel. A data para iniciar as obras foi definida. Se tudo der certo, 5 de junho será o Dia D, ou melhor, o Dia R.

No texto anterior, abordei duas perguntas importantes que precisavam ser respondidas para ajudar na definição do cronograma da reforma. Foi um mês e meio de buscas, contatos, análises, cálculos e noites mal dormidas para chegar nas definições que você pode conferir abaixo:

Dinheiro – apesar de ter feito uma poupança com o objetivo de bancar a reforma, eu não consegui em tempo o montante que o projeto demanda. Aliás, quase enfartei quando a arquiteta apresentou o orçamento bruto. Vender o carro? Fazer um empréstimo pessoal? Construcard? Consórcio?

Resposta: por conta da rapidez e da taxa menos absurda (3% ao mês), acabei optando por um crédito pessoal do Bradesco, no valor de R$ 30 mil. O Construcard oferece condições parecidas para não clientes como eu. Além da abertura de uma nova conta corrente, o apartamento ficaria alienado à CEF. Aliás, a alienação também é praxe nos consórcios que, apesar dos melhores juros, não oferecem garantias de contemplação para quem precisa de grana no curto/médio prazo. Uma vez contemplado, inúmeros documentos são exigidos para a entrega da carta de crédito. E, mesmo com ela em mãos, os valores só são liberados parcialmente, conforme um cronograma de obras validado pela própria administradora.

Lar provisório – derrubada de paredes e troca de pisos e revestimentos tornarão impossível a vida em meio à sujeira e ao caos. Portanto, a mudança (e os custos dela) tem de estar no radar do meu planejamento. Alugar um apartamento? Flat? Airbnb? Deixar as coisas em um depósito? Buscar abrigo na casa de amigos ou familiares? Onde ficar sem risco à Frida (a gata)? Ufa, cansa só em pensar que terei de sair da zona de conforto, literalmente!

Resposta: pois é, o cansaço mencionado acima nem chega perto daquele causado pela busca de um lugar para ficar. Saldo: quatro locais visitados, consultas em inúmeros sites de imóveis, quase uma dezena de corretores contatados e horas negociando preço e prazo. Resultado: estou em vias de fechar a locação de um apartamento no mesmo prédio em que moro. Confesso que esta era a alternativa mais desejada, pois teria menos transtorno (e custo) com a mudança, estaria muito perto da reforma e não afetaria o deslocamento para o trabalho. Curioso é que, apesar de a oferta de imóveis para alugar estar maior do que a busca, a minha dificuldade foi encontrar alguém disposto a ter um inquilino por um período menor de um ano. Dessa vez o Airbnb passou longe de ser uma boa opção. Além de os valores estarem irreais na região da Chácara Santo Antônio/Santo Amaro, eu precisava de um local sem mobília para abrigar as minhas coisas; impossível de encontrar. Ah, não posso deixar de agradecer os amigos fofos e a família que ofereceram hospedagem. Vocês são demais!

Bom, as próximas semanas serão cheias de caixas e caixas de mudanças, de compras de materiais fundamentais para o início das obras, e repletas de contratações dos serviços de elétrica, hidráulica, etc. Ou seja, o melhor da reforma ainda está por vir.

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