Oficialmente minha reforma começou há pouco mais de 1 mês, no final de fevereiro, sem derrubar qualquer parede. Ela teve início quando fechei os armários da cozinha, lavanderia, sala e quarto. Todos já pensados no novo layout do apartamento.
Confissão #1: a decisão foi bem inesperada e nada planejada, mas serviu como o pontapé que eu precisava para me tirar da paralisia que o medo da reforma estava causando.
Acabei fechando com a Todeschini, filial Santo Amaro, localizada na zona sul da capital paulista. Mas minha história com eles já tinha começado lá em junho de 2016, quando eu ainda tinha o projeto arquitetônico antigo. Naquela época eu não fazia a mínima ideia do custo médio com armários e marcenaria. Por isso mesmo, o susto foi inevitável.
Confissão #2: sem querer fazer jabá e sendo legítimo no elogio, desde o primeiro contato com o pessoal do loja, tive experiências muito positivas, tanto no atendimento como no suporte para a elaboração do projeto. Além disso, eles têm um interesse real em chegar a um denominador comum quando o assunto é negociar preço.
Depois da primeira conversa em junho, a vendedora, que se chama Mara, ainda fez alguns contatos para sondar minha receptividade em seguir com as negociações. Até notar minha indecisão por tocar a reforma.
Alguns meses passados, estava eu diante de um novo projeto, do novo layout para o apartamento, de novas propostas de marcenaria e de mim, mais consciente do investimento para isso tudo.
Inicialmente a arquiteta não cogitou a Todeschini. Insisti alegando que não seria perda de tempo, afinal, teríamos mais uma opção. Além disso, o fato dela já ter trabalhado na rede nos ajudaria a fazer as escolhas mais econômicas.
Após horas definindo medidas, materiais, cores e detalhes afins, veio o valor final: algo em torno dos 45 mil! Para vocês terem uma noção desse montante, tínhamos orçamentos de marceneiros na faixa dos 30/35 mil, contemplando outros móveis que não estavam no cálculo da Todeschini (mesas de centro, móvel do banheiro da suíte e criados-mudos).
Estudamos soluções alternativas, tais como o combo cozinha+lavanderia+sala, sala+quarto, só cozinha, etc. Nada parecia bom do ponto de vista da grana. Exceto a proposta de cozinha+lavanderia+quarto por 23 mil que me pareceu um pouco mais convidativa, mas não tão boa a ponto de fechar negócio.
Saímos da loja com duas “certezas”: (1) havíamos negociado até onde foi possível, levando em consideração o nosso orçamento e pesando os prós e contras entre mandar fazer móveis numa marcenaria e comprar em lojas de planejados. (2) de que a Todeschini era uma opção descartada por conta de preço.
Antes de contar o desfecho da história, deixa eu comentar com vocês sobre as vantagens e desvantagens entre marcenaria e loja de planejados, segundo a minha arquiteta.
Marcenaria
Prós – total flexibilidade para deixar o projeto com o seu jeito, a sua cara; preços mais baixos e margem maior para negociar descontos.
Contras – limitação de conhecimento técnico para trabalhar com determinados materiais e/ou acabamentos; falta de precisão para estabelecer prazos reais; padrões de qualidade mais irregulares; menor segurança jurídica em caso de litígio e oferece poucas opções de pagamento.
Loja de Planejados
Prós – reputação reconhecida pelo mercado; estrutura mais parruda para atendimento e suporte ao cliente; maior proteção jurídica em caso de distratos; padronização no controle de qualidade; garantias com prazos maiores e/ou permanentes e maior oferta de formas de pagamento, entre elas, o financiamento.
Contras – limitação nas opções de materiais, acessórios e cores; menor flexibilidade para customizar projetos; impessoalidade no atendimento e/ou suporte; valores tabelados com menor margem de negociação, e preços menos atrativos.
Vale ressaltar que no comparativo não há certo ou errado, e sim o que melhor se adéqua às necessidades do projeto e do bolso.
De volta à história… Enquanto saíamos, a arquiteta comentou comigo que o armário do quarto havia ficado muito bonito e que, pela qualidade do projeto final, valeria a pena eu considerá-lo. Questionei se 35 mil seria um valor justo diante do resultado final. Ela disse que sim, principalmente com as garantias que teria em alguns materiais. Então, ali estabelecemos que essa seria nossa meta com a Todeschini, caso houvesse interesse em negociar.
Alguns dias depois, o gerente da loja me ligou oferecendo o projeto por 40 mil. “Muito obrigado, mas não”, numa negativa educada. Naquele momento eu e a arquiteta decidimos que iríamos bancar alternadamente “o bom e o mau policial” nas negociações.
Mais alguns dias passados, já próximo do final do mês – período crucial para fechamento das metas de vendas – o celular toca e, dessa vez, é a vendedora dizendo que baixou mais 2 mil reais na oferta do gerente. Aquela era a deixa que precisávamos. Foi quando a arquiteta deu a cartada final: 35 mil ou nada.
No dia seguinte, no último dia útil de fevereiro, estávamos na loja: a arquiteta fechando os detalhes técnicos finais e eu assinando os cheques… Detalhe, ainda consegui negociar o preço à vista em 3 vezes.
Confissão #3: esse foi apenas o primeiro capítulo da saga “Os Armários”. Há muito por vir e estarei exatamente aqui compartilhando tudo com vocês.