Salvo por este post

Reformar com grana curta é muito mais do que aplicar meus poucos conhecimentos sobre finanças domésticas; é um exercício diário (para não dizer de hora em hora) de autocontrole.

Dar-lhes-ei (para fingir que sei usar mesóclise) um exemplo: hoje recebi da Magazine Luiza uma promoção por e-mail oferecendo a TV Sony de 49 polegadas 4K por “apenas” R$ 2.899,00 e, para ajudar, com 12% de “desconto” no boleto à vista.

Fiz buscas na internet para ter certeza de que o preço era realmente bom. Além de ser fã da marca, a nova sala será muito maior do que a atual e “precisarei” de uma televisão maior e de resolução melhor. Certo?

Errado! Com esse valor posso comprar praticamente todo o revestimento da cozinha e uma parte da suíte. Ou, se optar pelo laminado na sala e quarto, pago todo o piso dessas áreas.

Sem falar no calhambeque estacionado na cozinha em forma de geladeira. A pobre já era considerada velha quando veio para o meu apartamento lá em 2005. Borracha da porta puída (para trocá-la é preciso uma porta nova), congelador do tamanho de uma caixa de sapatos, que ainda precisa de degelo, e motor barulhento são as suas melhores qualidades.

Portanto, a compra da TV só faria sentido caso a reforma estivesse finalizada, os eletrodomésticos mais velhos trocados e o caixa no azul. O que não corresponde à realidade.

Conclusão: precisei de 10 minutos de reflexão (e deste post) para entender a diferença entre o que realmente preciso e o que acho que preciso .

 

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