Eu sei, eu sei, finanças raramente é um assunto agradável no que diz respeito à reforma. Para mim, ele é preocupante. Mas não tem jeito: sem grana, sem reforma.
Quem me conhece sabe que planejamento não é muito o meu forte. Geralmente sou mais impulsivo, menos racional nas minhas tomadas de decisões. Me levo pela intuição.
Cá entre nós, também não sou um louco que acha que pode vencer uma guerra com apenas um par de punhos cerrados. Ou, para melhorar a metáfora: não sou um insano a ponto de pensar que irei fazer uma reforma com apenas uma nota de R$ 20,00.
Por isso mesmo, há cerca de 2 anos comecei a dar uma atenção especial às minhas finanças. Isso me ajudou cortar alguns gastos, economizar as sobras e, principalmente, buscar investimentos que diminuíssem o impacto da inflação.
Me comportei bem nos últimos 24 meses, mas vou confessar: se fosse menos ansioso, eu teria seguido por mais 1 ano e meio nesse ritmo para bancar a reforma com mais poder de barganha; mais dinheiro no bolso. Mas você lembra quando mencionei que sou movido pela impulsão?
Verba definida, projeto arquitetônico finalizado e eu nas nuvens, imaginando as plantas em 3D virando realidade. Aí vem o primeiro susto: um orçamento bruto (sem negociações) muito além do que tinha poupado. Uma “bagatela” em torno dos R$ 135 mil.
A arquiteta amenizou minha frustração, típica de um cliente de primeira viagem (ou de primeira reforma). Ela argumentou que era um valor com base no mundo ideal e sem qualquer tipo de negociação. Comentou que a simples troca de alguns materiais, por exemplo, pode baratear bem o projeto. Respirei um pouco mais aliviado. Só um pouco.
Bom, a decisão está tomada. Inicialmente manteremos o projeto original (que em breve compartilho com vocês), mas me comprometi a dar um jeito para conseguir a verba que falta. Vender o carro, financiar os materiais de construção ou fazer um consórcio são algumas opções que estou avaliando. Por uma questão de segurança (e longevidade), resolvi não colocar metade do fígado à venda.